17 outubro 2014

Resenha - Three (Article 5) - Kristen Simmons


Ember Miller e Chase Jennings estão prontos para finalmente parar de fugir. Depois de semanas se escondendo, como os dois criminosos mais procurados pelo Bureau of Reformation, eles finalmente chegaram a um local seguro, onde esperam encontrar uma existência calma e tranquila.
Mas tudo o que encontraram foi ruinas.
Devastados pela demolição de sua ultima esperança, Ember e Chase seguem a única coisa que lhes sobrou – pistas que os levam para longe das ruinas. O único sinal que pode haver sobreviventes.
Como são perseguidos, eles sabem que não poderão ficar expostos por muito tempo. Eles se abrigam em florestas e ruinas de cidades abandonadas, seguindo as pistas ao longo da costa, eventualmente encontrando alguns refugiados do abrigo destruído. Entre eles Chase alguém do passado de Chase – alguém que ele nunca esperou voltar a ver.
Juntos eles procuram por um local para se esconder, seguindo para um assentamento que poucos já ouviram falar... Um local que supostamente esconde a misteriosa organização chamada Three. O grupo que deu a Amber um pequeno raio de esperança, desde que foi forçada a fugir.
Three é responsável por uma grande rede underground de abrigos, e grupos de resistência por todo o país. E eles poderão oferecer a Ember sua única chance de contar ao mundo sua verdadeira história.  


Titulo - Three 
Autor - Kristen Simmons
Páginas - 384
Ano - 2014
Série - Article 5 livro 3


O sonho estava mudando. Mesmo adormecida pude sentir isso.
Antes era minha mãe e eu, de braços dados, arrastadas para o centro de nossa rua deserta pelo mesmo destino violento: lar, soldados e sangue. Sempre sangue. Mas agora havia algo diferente. Algo errado. Algo incomodando como um quebra cabeças que não posso resolver.
O asfalto ainda estava quebrado. Nossos vizinhos ainda esperavam, silenciosos e assustados, os estatutos pregados ás portas dos condenados, como avisos de uma praga. Acima, um céu pálido e plano, se espalhava em todas as direções, e eu estava sozinha.
E então, ao meu lado, onde minha mãe deveria estar, Chase apareceu. 


Uma das piores coisas para quem tem um blog que fala sobre livros, é ter uma ressaca literária, e foi exatamente isso que aconteceu nos últimos meses. Por algum motivo, os livros não pareciam ser interessantes o suficiente, ou eu simplesmente não conseguia me concentrar na leitura. Então Three foi o primeiro livro que consegui ler por completo nos últimos tempos, e apesar de ficar feliz por voltar as minhas leituras, o final da série Article 5 não foi exatamente como o esperado, comparado aos outros dois livros da série.

Em Three a história segue de onde Breaking Point terminou, com Ember, Chase e Thucker tentando encontrar mais rebeldes que possam lhes ajudar contra o governo opressor que tomou conta dos Estados Unidos. Mas os únicos dispostos a lutar pela mesma causa é um grupo suspeito de atos terroristas, conhecido como Three.

O problema é que Ember e Chase não sabem se podem realmente confiar nesse grupo, ou se estão rodeados de pessoas lutando apenas pelos próprios interesses. Mas com a perseguição do governo cada vez mais acirrada, eles não têm escolha a não ser procurar abrigo na zona proibida, e com os rebeldes do grupo Three.

Apesar do livro começar exatamente de onde Breaking Point terminou, Three parece seguir uma história completamente diferente, com personagens apagados e um enredo bem mais morno comparado aos outros dois livros.

A autora pareceu se perder ao tentar nos dar um final capaz de agradar os mais puritanos, assim como seus fãs mais radicais, desconstruindo tudo o que havia conseguindo criar nos livros anteriores. 

Ember passa de uma jovem decidida a lutar pela liberdade, a uma pessoa cheia de medos e julgamentos. Ela quer justiça, mas não quer mais lutar por ela. Ou seja, a coisa toda virou uma sopa mal explicada.E como Ember não quer lutar contra o governo, ela cria uma solução que pode ser considerada no mínimo risível. E que funciona de uma maneira tão eficiente, que chega parecer uma piada da autora com seus leitores.

Os personagens secundários que nos livros anteriores eram uma parte importante da história, agora se tornam pálidos e sem muito espaço. Sean e Rebecca praticamente desaparecem, com apenas algumas raras participações, geralmente em momentos genéricos e sem muita importância para a história. E como a autora não parecia conseguir se decidir, o personagem Tucker sofre tantas reviravoltas que acaba deixando os leitores confusos, e com a sensação de estarem sendo enganados.

O final foi a parte boa do livro, que apesar de se arrastar por boa parte das 384 páginas, ganha folego próximo ao fim e conseguiu me surpreender com algo aceitável, e que lembrava em parte, o velho estilo da autora, com muita ação e cenas realmente emocionantes.


Com um enredo um pouco confuso, principalmente na hora de eleger seus verdadeiros vilões, Three não é exatamente um livro ruim, mas fica devendo em comparação com os outros volumes da série. Ainda sou fã da autora, mas acredito que ela poderia ter feito algo muito melhor para encerrar essa trilogia que começou tão bem. 

Boa leitura. 

Bem acima de seu ombro, ao lado da porta, havia um único numero em metal negro, que marcava o endereço. Estava coberto por uma grossa camada de ferrugem e já estava um pouco corroído nas beiradas.
Três.
Chase apontou em direção à porta – é guardada por dois cadáveres.
Rat enrugou seu nariz pontudo. – ainda suculentos?
- não – falei, querendo me livrar da imagem em minha mente para sempre.

16 outubro 2014

Projeto Blogagem Literária

O Mais um blog sobre livros está participando de um projeto super legal, que envolve uma blogagem literária coletiva, promovida pelos blogs  Chá & Livros, Os Literatos e Diário de uma Livromaníaca.

Dessa vez vamos entrar no mundo do terror e mistério, homenageando os personagens que caracterizam o Halloween ou, como chamamos aqui no Brasil, O Dia das Bruxas.

Para isso, criamos uma brincadeira em forma de TAG, onde para cada personagem de histórias e lendas de horror, temos que associar a um livro que lemos. Vamos nos divertir?

Como é mês do Halloween a tag é inspirada no assunto e trás uma escolha bem interessante, então decidi relacionar somente livros de terror e suspense.



Livros ou Travessuras?





1°.  Livro Drácula: Os vampiros são caracterizados por sugar o sangue alheio, cite aquele livro que sugou todas as suas forças, deixando você sem ar.


Acho que esse título já apareceu por aqui em outra tag, mas mesmo assim merece estar nessa categoria, principalmente por ter sido uma grande (e boa) surpresa. O praticamente desconhecido Sparrow Hill Road da autora Seanan McGuire me fez chorar com uma história de fantasmas perfeita para apaixonados por carros como eu. A história narra a história de Rose, um fantasma já bem conhecido pelas estradas do mundo dos vivos, e das estradas fantasmagóricas do mundo dos mortos. Ela ajuda os recém-falecidos humanos e máquinas a seguir em frente. 





2°.  Livro Fantasma: É de consenso geral que os fantasmas existem nas histórias de terror para assustar e assombrar a todos. Comente sobre aquele livro que te assombrou durante muito tempo.


Uma história que até hoje está entre minhas favoritas, mas que sempre me deixou com um pouco de apreensão, é o incrível livro Fahrenheit 451. A história distópica do autor Ray Bradbury nos apresenta um mundo onde a leitura é proibida e que os ‘bombeiros’ são na verdade encarregados de queimar os livros encontrados escondido nas casas dos contraventores.
A história é forte, e apesar de ser tratado apenas como ficção cientifica por muitos, esse é um clássico maravilhoso. 





3°.  Livro Lobisomem: Tal qual a licantropia que passa de mordida por mordida, cite um livro que você gostou tanto que indicou a várias pessoas.

Um livro que chamou minha atenção a ponto de ser até hoje uma indicação certa, tanto para amigos, quanto para leitores do blog, é o Anna Dressed in Blood da autora Kendare Blake.
A história de Cas, um caçador de fantasmas adolescente, que enfrenta criaturas sobrenaturais como uma preparação, para finalmente exterminar  o monstro responsável pela morte de seu pai. Mas que acaba encontrando Anna, um fantasma preso em uma velha mansão, e que o faz mudar a forma de encarar a vida.
Essa história é realmente muito boa, e que continua entre os mais aguardados para o lançamento no Brasil, que por enquanto continua na promessa. 



4°.  Livro Bruxa: Bruxas são famosas por jogarem feitiços e maldições nas pessoas. Portanto, conte-nos qual livro que te enfeitiçou, pode ser tanto de forma positiva quanto negativa.


Quem acompanha o blog sabe que sou fã do Stephen King, e mesmo tendo alguns livros dele na minha lista do “jamais lerei isso novamente”, alguns são inesquecíveis e que simplesmente adoro. E como todos sabem, ele também escreveu sob o nome de Richard Bachman. E com isso criou duas versões de uma mesma história, com os mesmos personagens em situações e locais diferentes, mas com o mesmo ponto principal na história. Os livros Desespero e Os vingadores, trazem histórias incríveis e que até hoje gosto de reler. 




5°.  Livro Frankenstein: Infelizmente, o Frankenstein é aquele personagem o qual as pessoas julgam pela sua aparência aterrorizadora. Em sua homenagem, comente aquele livro que a princípio você julgou mal pela capa, mas ao ler você acabou gostando da história.


Já li tantos livros com capas feias e que se mostraram boas histórias, que é quase impossível escolher um para colocar aqui. E essa categoria é de longe a mais difícil de completar. Mas um que se encaixa perfeitamente na descrição é o primeiro livro da série Dark Inside, que tem uma capa feia, mas com uma história muito boa. Que trás uma nova versão para o apocalipse zumbi, com muita ação e violência, bem diferente do esperado para um livro YA.







6°.  Livro Zumbi: O Zumbi é aquele personagem clássico que não dorme. Qual foi o livro que te fez ficar acordada a noite toda sem conseguir parar de ler?

 O livro The Demon’s Lexicon  da autora Sarah Rees Brrennan foi uma das leituras impossível de largar até chegar ao final. Não gostei muito do restante da série, mas esse primeiro livro, narrando a historia dos irmãos Nick e Alan foi uma verdadeira montanha russa de emoções.
Confesso que chorei no final, principalmente quando todos os segredos sobre a verdadeira origem de Nick são revelados.

A história é tão boa que fiquei lendo a noite toda. No final, valeu a pena perder a noite de sono, e agir como um zumbi na manhã seguinte. 






7°.  Livro Gato Preto: Essa é aquela lenda que você não sabe se acredita ou não e acaba ficando confuso. Sendo assim, fale daquele livro que te deixou confuso, sem saber muito bem como reagir a ele.

 Olha o Stephen King aparecendo por aqui de novo. E dessa vez com uma história bem recente, a continuação do famoso O iluminado, o livro Dr.Sleep.
Não sei bem o que dizer sobre esse livro, já que a história toda parece sofrer com a falta da tão conhecida genialidade do autor.
A história não é ruim, mas falta muito para ser tão boa quanto a do primeiro livro, e para se igualar a tantos outros sucessos do autor. Não gostei do fato do autor ter escolhido o caminho mais fácil, mostrando Danny como um perdedor igual ao pai, e também ficou claro que o personagem principal do Iluminado, era realmente o magnifico Overlook.




8°.  Livro Fogueira: A fogueira foi a causa das mortes injustas de muitas “bruxas”, assim como um símbolo presente em várias narrativas de horror. Conte sobre aquele livro que acendeu uma chama interior e te deixou pegando fogo de tanta raiva.

Para essa categoria pensei em vários títulos, principalmente por não ser nem um pouco boazinha quando se trata de classificação de livros. Mas depois de muito pensar, acho que o ensopado de zumbis, lições de moral, e humor negro mal colocado, do livro Soulless do autor Christopher Golden merece estar na ‘fogueira’.
A história de zumbis simplesmente não caiu muito bem com a visão politica e humanitária que o autor tentou encaixar em seu livro, criando uma mistura bem desagradável. O ponto auto da história, é quando um dos personagens chega a matar (uma pessoa viva), para provar o quanto era contra matarem os médiuns que causaram todo o apocalipse zumbi. Ou seja, a coisa toda não funcionou muito bem. E o final é realmente um dos mais sofríveis que já tive o desprazer de ler.
Esse vai para a fogueira. 



9°.Livro Cavaleiro Sem Cabeça: Diz a lenda que o Cavaleiro que assombrava Sleepy Hollow perdeu a cabeça durante a Guerra da Independência dos EUA. Porém aqui o que faz perder qualquer parte do corpo são os livros, por isso, conte-nos sobre aquele livro que te fez perder a cabeça, ou seja, a compostura.


Perder a compostura? Bem para esse acho que a série Darkest Powers se encaixa perfeitamente. Aqueles que me conhecem do tempo das comunidades de traduções (há muito tempo atrás) sabem o quanto eu gosto desses livros.
A série toda é simplesmente perfeita, e apesar de ser um YA típico, a autora conseguiu contar a história de Chloe, Derek, Simon e Tori, de uma maneira muito eficiente.






10°.Livro Cemitério: O cemitério é um cenário clássico do Halloween e das narrativas de terror, ele é considerado um lugar terrivelmente calmo e silencioso, reservado para o sepultamento dos mortos. Para caracterizar o cemitério, cite aquele livro que você enterrou na sua estante, não terminou de ler ou nem mesmo começou, seja por ter esquecido ou por ter desanimado com a história.


Um livro que apesar de ter gostado muito do primeiro, e já ter comprado ele há algum tempo, é o Through the Ever night, continuação da série Under the Never Sky. Não sei por que, mas toda vez que tento começar a leitura, acabo desistindo e passando para outro livro. 








Esses são meus livros escolhidos, espero que tenham gostado da postagem.
E qual é o preferido e o mais odiado por vocês?

07 outubro 2014

Especial de Halloween!

Olá povo, o blog está de volta depois de um mês parado. Dessa vez com a aparência renovada e algumas novidades.

O blog ficou o mês de Setembro completamente parado (mas não abandonado) já que decidi esperar para retornar com as postagens somente quando o novo template estivesse pronto. Mas como Setembro foi um mês de correria, tudo acabou atrasando, o que no fundo foi bom, por que tive tempo para rever algumas coisas sobre o blog, e achar novas postagens e ideias.

Para comemorar nosso retorno vamos ter um especial que vai durar todo o mês de Outubro, que vai ter somente resenhas de livros e séries de terror, suspense e ficção cientifica, em nosso Especial de Halloween.

No especial vamos ter as resenhas dos livros:

Autores parceiros:

Máscara - A vida não é um jogo - do autor Luiz Henrique Mazzaron

Estrela Azul - Resistência - do autor Fábio F.B.Queiroz



Resenhas dos e-books:


Blood Of My Blood (Jasper Dent 3)Barry Lyga


Three (Article 5) - Kristen Simmons


The Infinite Sea (The Fifth Wave 2)- Rick Yancey




As séries também vão aparecer por aqui, com a estranha Z Nation, uma série de zumbis produzida pelo pavoroso Syfy Channel. Que trás um TWD de baixo orçamento para os fãs dos comedores de carne, que não se importam com uma atuação duvidosa e efeitos especiais fracos. 




Espero que tenham gostado do nosso novo banner, que finalmente mudou de cor, e que ele também represente um recomeço para o blog.

30 agosto 2014

Cover of the Week - Celular - Stephen King

Olá bookaholics, já faz algum tempo que o blog não mostra nada de novo sobre o mundo literário, e como estou passando por uma espécie de ressaca literária, onde não parei totalmente de ler, mas estou em um ritmo bem mais lento do que o normal, as resenhas estão escassas por aqui também. Mas nessa semana a Editora Suma de Letras, relançou em e-book o livro Celular do escritor Stephen King. A história apesar de não ser muito conhecida, é incrível e trás a temática zumbis, de uma maneira completamente diferente. 

A editora não é nossa parceira, mas vem fazendo um trabalho bem legal relançando muitos dos livros do Stephen King, por isso está aparecendo aqui. Mas dessa vez o destaque não é somente para a nova edição do livro, como para a capa, que apesar de não ser feia, não tem nada a ver com a história. 




Onde você estava no dia 1º de outubro? O protagonista desta história, Clay Riddell, estava em Boston, quando o inferno surgiu diante de seus olhos. Bastou um toque de celular para que tudo se transformasse em carnificina. Stephen King – que já nos assustou com gatos, cachorros, palhaços, vampiros, lobisomens, alienígenas e fantasmas, entre outros personagens malévolos – elegeu os zumbis como responsáveis pelo caos desta vez.

Depois de anos de tentativas frustradas, o artista gráfico Clay Riddell finalmente consegue vender um de seus livros de histórias em quadrinhos. Para comemorar, decide tomar um sorvete. Mas, antes de poder saboreá-lo, as pessoas ao seu redor, que por acaso falavam ao celular naquele momento, enlouquecem.

Fora de si, começam a atacar e matar quem passa pela frente. Carros e caminhões colidem e avançam pelas calçadas em alta velocidade, destruindo tudo. Aviões batem nos prédios. Ouvem-se tiros e explosões vindos de todas as partes.

Neste cenário de horror, Clay usa seu pesado portfólio para defender um homem prestes a ser abatido, Tom McCourt, e eles se tornam amigos. Juntos, eles resgatam Alice Maxwell, uma menina de 15 anos que sobreviveu a um ataque da própria mãe.

Os três sortudos — entre outros poucos que estavam sem celular naquele dia — tentam se proteger ao mesmo tempo em que buscam desesperadamente o filho de Clay. Assim, em ritmo alucinante, se desenrola esta história. O desafio é sobreviver num mundo virado às avessas. Será possível?

27 agosto 2014

Projeto We love Photos - Coisas de Alice

Olá, o blog está participando do projeto fotográfico We Love Photos, que todo mês fornece um tema para os blogueiros se inspirarem.

O tema desse mês não tem muito a ver comigo, já que se trata de uma história que costumo passar o mais longe possível.

Estou falando de Alice no País das Maravilhas.

Eu sei que muitos adoram essa história, mas para mim, o sonho alucinógeno induzido pelo ópio do escritor  Lewis Carroll ( que ironicamente também se interessava por fotografia, só que de um tipo nada agradável), é o tipo raro de livro que me causa algo muito parecido com fobia. Sim, eu quase entro em pânico quando tento ler ou ver os filmes ligados a ele.

Mas o pessoal do projeto sugeriu algo bem interessante:

“Rainha Branca e Alice acreditavam em seis coisas impossíveis antes do café da manhã e você? Em agosto, o We love Photos convida a todos a fotografarem o impossível, os maiores desejos ou até mesmo o que gostaríamos que acontecesse nas nossas vidas antes do café da manhã. Vale tudo! Soltem a imaginação e coloquem a criatividade e a câmera para funcionar.”

Com isso escolhi seis fotos, que podem não ter nada a ver com o livro, mas são fotos que tirei em momentos únicos e cheios de alegria, então acho que vale como parte do projeto. 










25 agosto 2014

Mais sobre... séries - The Strain



Olá povo, hoje vamos falar de uma série que é a queridinha da atualidade para os fãs de terror, e que parece ter vindo para salvar a dignidade dos vampiros. A série é The Strain, inspirada no livro do mesmo nome, e que tem como um de seus autores o conhecidíssimo diretor Guilhermo Del Toro.

Para os fãs de cinema fantasia o diretor, produtor e escritor Guilhermo Del Toro é um nome conhecido e respeitado por muitos, e é ele o principal responsável pela volta dos vampiros malvados e sanguinolentos aos livros e série de tv. Já que em The Strain eles voltam a ser os vilões, se transformando em uma verdadeira pandemia em plena cidade de Nova York.

Aclamada como uma das melhores séries desse ano, The Strain ressuscita a temática ‘vampiro sangue suga’, trazendo uma história completamente diferente, mostrando o vampirismo como uma doença parasital, que transformar suas vitimas em monstros com sensibilidade á luz solar, e sede de sangue.

O diretor (que escreveu e dirigiu o primeiro episódio Night Zero), nos trás algo completamente novo, quebrando a tradição de vampiros fortes, sedutores e extremamente sexuais, mostrando criaturas deformadas, que possuem tentáculos que se projetam de suas bocas, e sem nenhum tipo de órgão sexual.

Ou outras palavras, em The Strain os vampirões podem até ser eternos, mas nada de diversão para eles.





A história


"Um avião pousa no aeroporto internacional John F. Kennedy em Nova York, com suas luzes apagadas e portas seladas. O Epidemiologista Dr. Ephraim Goodweather e seu time são enviados para investigar. A bordo eles encontram 206 corpos e quatro sobreviventes. A situação rapidamente se deteriora quando todos os corpos desaparecem do necrotério. Goodweather e um pequeno grupo de ajudantes se encontram lutando para proteger não somente aos seus entes queridos, mas toda a cidade de Nova York, de um incidente que pode custar toda a humanidade."


The Strain segue quase que passo a passo a história apresentada no primeiro livro da série, mostrando o cientista da CDC, o Dr. Ephraim Goodweather (Corey Stoll),tentando entender o que aconteceu com um avião que retornava da Alemanha para os Estados Unidos, mas que segundos após aterrissar ficou completamente parado na pista, sem comunicação com a torre e com os motores desligados.

Ao entrar no avião a equipe do CDC logo descobre que praticamente todos os passageiros e tripulação estão mortos, e somente quatro pessoas parecem ter milagrosamente sobrevivido, e rapidamente começa as investigações do que poderia ter causado a morte instantânea de todos a bordo.

Depois de encontrar um estranho parasita a bordo do avião, Ephraim passa a tentar entender evitar que essa doença tome conta de Nova York, mas é impedido por pessoas poderosas envolvidas em um grande complô para abafar o caso, e ajudar que a doença se espalhe pela cidade. 


Minha opinião sobre a série...


Com algumas cenas bem direcionadas para chocar o publico desacostumado com esse estilo de enredo, principalmente em se tratando de uma série para TV, e uma história com sangue o suficiente para agradar o publico fã te terror que já estava órfão do gênero por um bom tempo, The Strain conseguiu conquistar uma verdadeira legião de fãs pelo mundo, e já tem sua segunda temporada garantida.


Realmente gostei de The Strain, considero a série um pouco mais lenta do que o esperado para esse tipo de história, e com alguns personagens bem previsíveis. E apesar dos vampiros serem algo completamente diferente do que estamos acostumados, alguns dos personagens secundários chegam até mesmo a beirar o clichê desse tipo de obra. Como a ex-mulher de Eph e seu filho, que parecem estar ali para dar uma carga mais dramática para a série, mas que durante boa parte do tempo são apenas irritantes.

Um dos personagens principais que mais agradou foi o velho Abraham Setrakian (David Bradley), que nos é apresentado logo no primeiro episódio como o dono de uma loja de penhores, que sabe mais sobre a estranha doença dos passageiros do voo vindo de Berlin. A história envolvendo o passado do velho, é uma das partes mais interessantes da série, que mostra seu primeiro encontro com o monstro responsável por espalhar a ‘doença’ do vampirismo, nos campos de concentração da Alemanha nazista. Os flashbacks mostrando esses momentos, não somente ajudam a esclarecer parte da história de alguns personagens, como também para quebrar um pouco o tédio dos primeiros episódios.

A série apesar de prometer ainda muitos sustos, começou de forma lenta e até um pouco cansativa, e em diversos momentos foi como observar um vídeo muito pesado carregando em um dia peculiarmente ruim da internet, você sabe que vale a pena esperar, mas isso não acaba com a vontade de jogar o computador pela janela. Ou seja, a série é boa, mas demorou para ganhar ritmo.

A série começa a ficar realmente mais interessante a partir do terceiro episódio, quando já temos uma visão melhor de toda a história, e do que está acontecendo com os sobreviventes, e os corpos que haviam desaparecido do necrotério da cidade. Mas é somente no sexto episódio chamado Occultation é que vemos realmente o porquê dessa série ser uma das mais esperadas pelos fãs das criaturas da noite, e o final do sétimo episódio é um verdadeiro soco no estomago.

Atualmente já foram exibidos sete episódios da série nos Estados Unidos pelo canal FX. Não sei quais os planos da emissora para a série aqui no Brasil, mas para aqueles curiosos que não resistem esperar, é fácil encontrar vários links com boa qualidade de imagem pela internet.